Possivelmente um dos presentes mais valorizados em vida foi a última visita de Leandro Paredes após ser campeão do Mundo no Qatar 2022. Esse reconhecimento pessoal é um símbolo. Uma pequena forma de agradecimento de um aluno que, com um abraço, expressou sua gratidão pelo que fez por ele e – por que não – por todos aqueles que passaram por seus olhos formadores e conseguiram se destacar como jogadores de futebol. Ramón Maddoni, renomado caçador de talentos do futebol argentino, faleceu na sexta-feira aos 83 anos. A notícia foi divulgada pelo Club Social Parque, onde trabalhou ao longo de sua carreira e que foi uma verdadeira fábrica de jogadores que mais tarde se destacaram em nível mundial e que, do exterior, era visto como “La Masía” do Barcelona. “Mestre de sonhos e forjador de talentos. Formador incansável e referência do futebol argentino. Sua paixão, entrega e visão deixaram marcas em gerações de jogadores e em todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo,” escreveram do clube em postagem nas redes sociais. “Eu não sabia que sabia, mas vim ao mundo para isso,” dizia Maddoni, um verdadeiro formador, descobridor de talentos que se destacou no Argentinos Juniors e mais tarde no Boca, mas que foi reconhecido por todo o futebol argentino. Ele via coisas que os outros não viam em idades precoces. E, sobretudo, tinha o dom do ensino. Sempre soube que estava lidando com meninos que desejavam chegar à primeira divisão, mesmo que eles – por uma questão lógica – vissem e sentissem as situações a curto prazo. Um mau treino, uma má partida, um… mau momento. Uma das lições que mais apreciou foi com Fernando Gago. Maddoni sempre deixou claro que acompanhava de perto o processo dos meninos caso ocorresse o esperado declínio após uma explosiva aparição: “Sempre averiguo o que está acontecendo, o que os juvenis pensam, o que sentem. O caso de Fernando Gago serve como exemplo para os outros meninos. Um dia veio me ver. Estava triste porque não jogava na 8ª e 9ª divisões por ser pequeno, magro. Eu peguei e disse a ele: ‘Você quer jogar na nona ou na primeira?’. Ele esperou e teve sua recompensa. Muitas vezes, os garotos se irritam, mas precisam saber esperar sua chance,” disse à LA NACION em setembro de 2008. Gago foi vendido do Boca para o Real Madrid por 27.000.000 de dólares. E teve atuações destacadas na Europa e na seleção argentina. Hoje treinador do Necaxa, quando vinha à Argentina e ainda era jogador, ele costumava visitar Maddoni e dar palestras aos mais jovens nos campos da Bombonerita, onde as categorias de base funcionavam até se mudarem para o campo de Ezeiza.
A despedida de Maddoni, um grande formador: do desafio a tempo de Cambiasso ao gesto inesquecível de Paredes
- Post publicado:17 de agosto de 2025
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Alex Barsa
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