Copa Libertadores: Racing teve uma épica frente a Peñarol e lutará com Vélez para alcançar uma semifinal

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O Racing anunciou a escalação titular do jogo com uma foto das mãos de Gustavo Costas. A estampa que sempre acompanha o treinador, devoto da Virgem e do Senhor dos Milagres, também respaldava o sentimento de um elenco crente: havia fé em reverter a série contra o Peñarol. Após a derrota no Uruguai, onde a Academia não tinha chutado ao gol, a postura do campeão da Copa Sul-Americana e da Recopa foi totalmente diferente: saiu determinado a conquistar a classificação para as quartas de final da Libertadores. Em um campo encharcado, o Racing emergiu e, com épica, ficou entre os oito melhores da América, em uma série emocionante: venceu por 3-1 com um gol aos 48 minutos do segundo tempo, graças a um cabeceio de Franco Pardo.

O dilúvio que deixou os fãs ansiosos até o último momento, com a incerteza se o jogo de volta poderia acontecer devido ao alerta laranja em Avellaneda e outros pontos da Área Metropolitana de Buenos Aires, acabou sendo uma bênção. Contribuiu para mais épica em uma noite que entrou de vez nos corações dos torcedores, que passaram por todas as emoções em um confronto inesquecível que colocou a Academia a cinco jogos de seu maior sonho: ser campeão da América do Sul. Seu próximo desafio é o Vélez, que será local em 16 de setembro.

Adrián Martínez comemora seu primeiro gol, com o qual superou Norberto Raffo como o maior artilheiro internacional do Racing; com o pênalti convertido, agora soma 15 gols em competições da Conmebol.

Aos 2 minutos, após um cruzamento de Gastón Martirena, a bola escapou de Brayan Cortés e ficou com Adrián Martínez, que, quase sem ângulo, foi fechado pelos zagueiros. E 120 segundos depois, Agustín Almendra recebeu um passe de Adrián Balboa e chutou forte, com a bola passando perto da trave direita. Pouco depois, o Racing, que pressionava, deu o primeiro golpe em seu adversário: Gabriel Rojas cobrou uma falta pela esquerda; Marcos Rojo subiu mais alto que todos e deixou a bola nos pés de Maravilla, que empurrou para as redes e quebrou a igualdade no segundo jogo e na série.

Após o gol de Maravilla, que encerrou um jejum de 450 minutos e se tornou o único maior artilheiro internacional do clube (superando Norberto Raffo, com quem dividia essa condição, graças a 15 gols), a Academia não parou sua busca em território adversário, mas logo encontrou uma resposta do Carbonero. Depois de 10 minutos de pressão, a equipe comandada por Diego Aguirre encontrou espaços pela primeira vez entre o meio-campo e a defesa da Academia, em uma jogada em que Maximiliano Silvera entrou na área e chutou cruzado diante de Gabriel Arias, que com um tapa brilhante mandou a bola para escanteio. No entanto, desse escanteio surgiu o empate para o Peñarol, com um cruzamento que Nahuel Herrera cabeceou sozinho, com força, para vencer Arias.

O Racing sentiu o golpe, teve um quarto de hora de hesitação. O Peñarol, por outro lado, se animava e sentia que estava diante da grande oportunidade de nocautear um dos detentores de títulos subcontinentais. Saindo desse estupor, o Cilindro fez outro estrondo quando Rojo, aos 33 minutos, subiu mais alto que todos e venceu Cortés. O ex-zagueiro do Boca, que chegou como último reforço e está inscrito para o torneio internacional e para a Copa Argentina, passou da alegria à decepção: o VAR apontou um empurrão prévio dele, o árbitro Wilmar Roldán revisou a imagem e anulou o gol.

Adrián Balboa, que entrou no time titular no lugar de Duván Vergara, foi uma máquina para vencer seus duelos contra os defensores visitantes, que não conseguiam contê-lo, e se conectou com Maravilla Martínez, que teve novamente um papel importante na segunda etapa. Nesse período, com o placar em 1-2 no agregado, o Racing partiu para o ataque e deu cada vez mais espaço para os contra-ataques do Peñarol, que não conseguiram definir a série. Rojo, que seria substituído e mais tarde expulso, fez um cruzamento heróico para manter a equipe viva.

O Racing acreditou o tempo todo e teve sua recompensa. Em sua primeira ação ao entrar, Vergara entrou na área e chutou; Cortés deu rebote – entre tantos na noite – e Emanuel Gularte derrubou Adrián Martínez, o que fez Roldán marcar pênalti. O camisa 9, a oito minutos dos 45, colocou a bola no ângulo e confirmou sua qualidade de jogador decisivo.

Quando os pênaltis pareciam inevitáveis como desempate e Costas estava prestes a colocar Facundo Cambeses em campo para defender na decisão, Arias fez uma defesa dupla que permitiu à Academia continuar na disputa. E aos 48, para dar ainda mais drama e emoção ao espetáculo, Pardo entrou na área por trás de todos, cabeceou um cruzamento de Martirena e venceu Cortés para o 3-1 da classificação. Mas houve mais tensão na história: no lance final, um duplo rebote quase resultou em um gol contra do Racing.

Costas, o primeiro crente, delirou quando o apito confirmou a classificação. A fé move montanhas. E este Racing, os corações e sonhos de seus fãs da Copa.

Alex Barsa

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