Nas blitz de alcoolemia das festas há uma constante que se repete ano após ano: poucos admitem ter bebido. Este ano, as desculpas dos motoristas foram variadas. Desde dizer que foi por “enxaguante bucal” até afirmar que “se confundiram”, tudo ficou registrado como explicação imediata quando o bafômetro acusou a presença de álcool nos vídeos do Governo da Cidade e da Agência Nacional de Segurança Viária (ANSV). Neste ano, o órgão detectou 97 motoristas embriagados após fiscalizar mais de 5200 veículos em todo o território nacional.O ANSV realizou um grande operativo na Véspera de Natal em estradas e acessos de todo o país para prevenir acidentes viários relacionados ao consumo de álcool. Foram feitas 163 autuações com 102 apreensões de carteiras de habilitação. Em todos os casos de álcool ao volante, os motoristas foram retirados de circulação.O teste de alcoolemia mais alto registrado no país foi de 1,83 gr/l em Caucete, San Juan. Em seguida, 1,66 gr/l em Gualeguaychú, Entre Ríos; 1,57 gr/l em Wanda, Misiones; 1,49 gr/l em Bariloche e 1,47 gr/l em Las Grutas, Rio Negro.Os agentes da ANSV compartilharam vídeos dos momentos em que pararam motoristas embriagados. Na maioria dos casos registrados, eram locais do país onde vigora a política de álcool zero. Um deles ocorreu em Villa Gesell, na província de Buenos Aires. Um homem apresentou um total de 1,34 gr/l, um valor bastante alto. Ao ser questionado pelos agentes sobre o que havia consumido, ele respondeu: “Eu bebi sidra. Bebi três garrafas.” Outro motorista apresentou 1,21 gr/l. Alegou ter bebido vinho. “Estamos vindo de um hotel. Estamos indo para Tortuguitas”, disse o homem, também na província de Buenos Aires.No entanto, as desculpas mais insólitas foram registradas na cidade de Buenos Aires. O governo local instalou 30 pontos de alcoolemia em locais estratégicos durante a Véspera de Natal e o Natal, da madrugada às 7 da manhã. Dos 5394 testes realizados, 30 foram positivos, com uma taxa de positividade de 0,47%, ou seja, a metade do ano passado. As carteiras de habilitação dos motoristas embriagados foram retidas.O limite vigente na Cidade é de 0,5 g/l para motoristas de carros particulares; 0,2 g/l para motociclistas; 0,5 g/l para seus acompanhantes e 0,0 g/l para iniciantes e motoristas profissionais. O valor mais alto de alcoolemia na cidade foi de 1,74 gr/l. Uma condutora foi escolhida para o controle em uma avenida. Ela teve vários problemas ao realizar o teste e soprar no bafômetro pelo tempo necessário. “Sem parar, até eu dizer chega”, disse a agente de Trânsito. “Isso não é manipulado por outra pessoa, não é?” a condutora perguntou, muito dispersa diante das instruções da agente.Após várias tentativas, a condutora ficou irritada. “Moro logo ali, a uma quadra”, reclamou. A agente, por sua vez, permaneceu distante e pediu que ela prestasse atenção. O resultado foi de 1,25 gr/l, ou seja, bem acima do permitido. “Iremos reter sua habilitação, lhe daremos uma provisória. O veículo será rebocado”, explicou a agente. “Eles vão rebocar direito, não é?” insistiu a mulher com as perguntas. Enquanto isso, repetiu com irritação: “Eu moro bem aqui perto”.A mesma agente mais tarde realizou o teste em outro motorista, que apresentou 0,07 gr/l, valor permitido na cidade. No entanto, o homem parecia não entender que podia continuar dirigindo e insistiu com uma série de desculpas sobre por que tinha um pouco de álcool no sangue. “O enxaguante bucal Listerine dá esse valor? Eu uso Listerine”, disse. A mulher explicou que não, que se tratava de álcool no sangue. E perguntou se ele havia brindado nas últimas horas. “Não, saí para trabalhar. O azeite eleva isso?”, perguntou novamente. Finalmente, devolveram seus documentos, permitiram que ele partisse e o orientaram a dirigir com cuidado. Outro caso divulgado foi o de um motorista que transportava passageiros em seu carro. Devido a isso, a tolerância de álcool no sangue é zero. No entanto, seu resultado foi de 0,48 gr/l. “Eles me pediram para levá-los, pergunte a eles”, insistiu o homem para a agente de Trânsito. A mulher destacou que ele não conseguia encontrar sua cédula. “Você me disse que o máximo era 0,50”, reclamou o motorista. “Sim, para particular. Você tem D1 [licença profissional] e está transportando passageiros”, explicou a agente. O homem respondeu desesperado: “Eu não estou transportando passageiros. Me confundi. Pergunta a eles, os conheço do bairro”. Ele acrescentou mais um problema: o carro não era dele. “O carro não é meu. Que droga”, lamentou.
Desde enxaguante bucal até azeite de oliva: as desculpas dos condutores que não passaram no teste de alcoolemia
- Post publicado:25 de dezembro de 2025
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Alex Barsa
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