A Cidade Autônoma de Buenos Aires continua mostrando sinais de recuperação. No mês de maio, houve um aumento no número de escrituras: foram realizadas 5610 operações, representando um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. O montante total envolvido foi de $782.636 milhões, um aumento de 125,9% em relação a maio do ano passado. Em comparação com abril (quando foram assinadas 5471 escrituras), o número cresceu 2,6%. O valor médio de cada operação foi de $139.507.455 (equivalente a US$119.307 ao câmbio oficial médio), representando um aumento de 90,2% em pesos e 46,9% em dólares.
Um dos dados mais destacados na Cidade foi o aumento nas escrituras com crédito hipotecário: em maio, foram assinadas 1300 escrituras com hipotecas, um crescimento de 822% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Nos primeiros cinco meses do ano, já foram acumuladas 5394 operações com financiamento bancário. “Completamos três anos de crescimento anual consecutivo, ou seja, 36 meses com resultados positivos contínuos. E o outro dado encorajador é que as operações com crédito aumentam a cada mês”, destacou Jorge De Bártolo, presidente do Colégio de Notários de Buenos Aires. E acrescentou: “Acreditamos que é preferível continuar crescendo dessa forma, com um cenário de dólar mais estável, onde as pessoas vejam que é possível pagar uma prestação hipotecária”.
A Província de Buenos Aires alcançou em maio o maior volume de escrituras dos últimos 13 anos. Foram assinadas 11.790 operações de compra e venda, representando um crescimento anual de 24,65% em relação ao mesmo mês de 2024, de acordo com dados do Colégio de Notários de Buenos Aires. No entanto, ao contrário da CABA e apesar do recorde, um dado acendeu um sinal de alerta: em comparação com abril, o mercado mostrou uma queda de 3,12% e, em particular, houve uma queda mais abrupta na quantidade de escrituras com hipoteca, o que traz de volta ao centro do debate os obstáculos que persistem no acesso ao crédito hipotecário.
Mesmo com o aumento de 471% nas hipotecas (de 349 em maio de 2024 para 1.992 este ano), a queda mensal mostra um obstáculo chave: o aumento das taxas das linhas de empréstimo. Nas últimas semanas, várias entidades ajustaram suas taxas entre dois e cinco pontos, tornando as parcelas mensais mais caras. No entanto, o presidente da entidade mostrou-se esperançoso: “O forte crescimento anual na quantidade de hipotecas confirma o impacto que a maior disponibilidade de opções de crédito está tendo. Esperamos que esse processo se mantenha e se amplie para facilitar o acesso à moradia e fortalecer o setor como um todo”.