A seleção argentina Sub 17 vai disputar o Mundial da categoria que será realizado no Catar entre 3 e 27 de novembro. Ficou definido no sorteio que integra o Grupo D junto com a Bélgica, adversária da estreia, Fiji e Tunísia. Para o torneio global, o treinador Diego Placente, que foi vice-campeão do mundo com o Sub-20, convocou 21 jogadores, dos quais apenas dois atuam na Europa, enquanto o restante joga no futebol local.O goleiro José Castelau e o atacante Can Armando Güner são os únicos da lista que vêm da Europa. O primeiro nasceu em Getafe, Espanha, em 13 de janeiro de 2009 e já possui contrato profissional com o Real Madrid. Com pai argentino e mãe espanhola, ele tem jogado vários jogos como titular na categoria Juvenil C do clube merengue e é elogiado por sua liderança, capacidade de organizar a defesa, confiança que inspira e habilidade com os pés. José Castelau de Roa, goleiro das categorias de base do Real Madrid, irá jogar o Mundial Sub-17.
O outro nasceu na Alemanha. Seu pai é turco e sua mãe é alemã-argentina. Atua como extremo esquerdo no Borussia Mönchengladbach, clube com o qual tem contrato até 2026, e sua ligação com a Argentina se dá através de sua avó materna, nascida neste país. Já teve participações nas seleções Sub-16 e Sub-17 da Alemanha, e vários clubes estão interessados em contratá-lo. Galatasaray, Fenerbahce e Besiktas estariam interessados em tê-lo em seus elencos, e a imprensa turca afirma que “ele tem a capacidade de jogar pelos dois lados, é muito versátil, rápido e tem faro de gol”.
Do cenário local, há diversos jogadores interessantes e dois deles foram recentemente incluídos na tradicional lista das 60 jovens promessas de todo o mundo pelo The Guardian: Matías Satas (Boca) e Thomás de Martis (Lanús). Satas é um zagueiro central e capitão da equipe Sub-17. Descrito como “defensor forte, canhoto e com 1,85 metros de altura. Bom no jogo aéreo e capaz de marcar em bolas paradas”, de acordo com o relatório chamado “Next Generation” (“Próxima Geração”). Por sua vez, o camisa 9 do Granate foi artilheiro no último Sul-Americano Sub-17, acumula 11 gols em 13 jogos pela seleção juvenil e já estreou na equipe principal de seu clube na Copa Sul-Americana.
Uma das grandes ausências é Nicolás Marcipar, zagueiro central canhoto do Barcelona, que fez parte de diversas convocações do Sub-15 e Sub-17 albiceleste sob o comando de Placente. Torcedor fanático do Unión de Santa Fe – seus pais, Javier e Muriel, nasceram na capital da província e depois emigraram para a Espanha -, ele nasceu em Castelldefels, Espanha, e se destaca por sua liderança, passes longos e versatilidade. Não está claro se sua ausência se deve a questões futebolísticas ou se o Barça optou por não liberá-lo.
Outras duas baixas importantes são as de Juan Cruz Meza (River) e Francisco Barido (Juventus). O meio-campista da equipe argentina, irmão de Maximiliano, já estreou no time principal e foi titular em diversos jogos neste ano. O talentoso camisa 10 faz parte da equipe Sub-17 da Juventus e é frequentemente elogiado pela imprensa italiana: “É um meia-armador puro, que pode atuar pelas pontas e adora inventar passes inimagináveis”, destacam. “Seu jogo é um deleite para os olhos. É um líder técnico, que atrai a bola e a controla com uma delicadeza impressionante. Antecipa o que vai acontecer com a mente e sempre se esforça para melhorar a equipe”, afirmam.