A cidade de Buenos Aires implementou um serviço de atendimento médico por meio de videochamadas para usuários do sistema de saúde público. Essa ferramenta, que já está disponível para residentes da Capital, visa facilitar verificações, acompanhamentos e consultas de menor complexidade, sem a necessidade de deslocamentos ou longas esperas. Isso faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização do sistema de saúde da cidade, que inclui a digitalização completa de prontuários médicos e a integração de consultas e exames em um único repositório digital.
O ministro da Saúde de Buenos Aires, Fernán Quirós, explicou que essa iniciativa faz parte de uma transformação mais ampla. Ele ressaltou que a cidade começou há vários anos a digitalizar todos os processos clínicos para superar a fragmentação do sistema em papel. Atualmente, com a implementação do sistema Sigehos, toda a atenção ambulatorial no sistema de saúde público da cidade é gerenciada em formato digital. Isso permite que qualquer pessoa atendida em qualquer ponto do sistema público de saúde tenha acesso a todas as suas informações clínicas, independentemente de onde tenha sido atendida ou quem tenha inserido os dados.
Além disso, a telemedicina foi lançada como parte desse processo de modernização. O serviço funciona através de uma Unidade de Telemedicina, que opera diariamente e conta com profissionais especializados em diversas áreas médicas. Os turnos podem ser agendados através do assistente virtual da Cidade ou como opção quando um morador não consegue marcar uma consulta presencial. A telemedicina não substitui a consulta presencial em casos que exigem exames físicos detalhados ou serviços de emergência, mas contribui para otimizar tempos e recursos.
A cidade de Buenos Aires continua avançando no processo de digitalização, com o objetivo de promover uma atenção híbrida que combina consultas presenciais e virtuais. Isso envolve a integração da história clínica eletrônica à atenção virtual, permitindo o acesso dos profissionais de saúde aos antecedentes de cada paciente. Essa evolução do sistema de saúde é resultado de um esforço para priorizar a pessoa em detrimento do funcionamento burocrático do sistema.
O processo de digitalização foi fortalecido durante a pandemia de Covid-19, que gerou uma base de histórias clínicas eletrônicas com milhões de registros. Isso permitiu uma transição do modelo de atendimento analógico para o analógico-digital, melhorando a eficiência e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos.