Racing já tem Valentín Carboni: as condições de sua incorporação foram definidas

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Finalmente houve acordo e Racing concretou uma operação destinada a ser uma das mais importantes e interessantes do mercado de transferências argentino. Após algumas negociações que começaram em silêncio, longe do radar midiático, a Academia assegurou Valentín Carboni, meio-campista ofensivo de 20 anos, propriedade da Inter de Milão, emprestado ao Genoa no último semestre e integrante do elenco da seleção argentina campeã da Copa América 2024.

Nas últimas horas foi resolvido o único detalhe que faltava, e que se ajustou às pretensões do Racing: um empréstimo de um ano, diferente dos seis meses que a Inter preferia inicialmente. Dessa forma, Gustavo Costas poderá contar com Carboni durante toda a Copa Sul-Americana. No entanto, o empréstimo não inclui opção de compra. Se o jovem se valorizar durante um ano no futebol argentino, será para o benefício da Inter, enquanto o Racing ficará com o que ele contribuir tecnicamente.

O empréstimo foi confirmado por Fabrizio Romano, especialista no mercado de transferências. Aguardando os detalhes finais da operação, Carboni, com contrato com a Inter até junho de 2029, estará viajando nas próximas horas para Buenos Aires para se juntar à pré-temporada da Academia. O Racing continua em busca de outro jogador para o ataque. Gustavo Costas teve conversas com Matko Miljevich, enquanto os dirigentes do Racing e do Huracán discutem as condições econômicas da transferência.

A oportunidade por Carboni foi criada pelo diálogo direto entre o presidente Diego Milito e Javier Zanetti, vice-presidente da Inter e ex-companheiros no clube nerazzurro. Além da grande lembrança que Milito deixou como jogador na Inter – marcou na final da Liga dos Campeões de 2010 contra o Bayern de Munique -, quando foi secretário técnico na gestão de Víctor Blanco, ele participou ativamente da venda de Lautaro Martínez, que é a transferência recorde na história do clube de Avellaneda.

Um dos incentivos propostos pelo Racing a Carboni foi conceder-lhe um papel de destaque e continuidade que poderiam ser vitais para revitalizar suas chances de jogar a Copa do Mundo que começará em 11 de junho deste ano.

Em 2024, quando fez parte do elenco que conquistou a Copa América nos Estados Unidos, Valentín se destacava como um dos jovens com mais projeção para a lista da seleção para a Copa do Mundo. No entanto, na data FIFA de outubro daquele ano, uma ruptura de ligamentos de um joelho mudou sua realidade. Naquela época, a grave lesão interrompeu seu processo no Olympique Marseille, para onde tinha sido emprestado pela Inter. No clube francês, jogou em apenas quatro ocasiões e teve que passar por cirurgia antes de retornar à Inter. No time italiano, teve uma reaparição promissora no Mundial de Clubes, no qual marcou um gol contra o Urawa Red Diamonds.

Apesar dessa alegria após oito meses fora dos campos, o argentino foi relegado na consideração de Cristian Chivu, o técnico da Inter, o que o levou a ser emprestado ao Genoa. Neste clube, do qual Diego Milito também é ídolo, Carboni participou de 15 partidas (12 pela Serie A e 3 pela Copa da Itália), com um gol e sem assistências, em seis ocasiões como titular e em nove entrando como reserva. Neste sábado, no empate em 1 a 1 com o Pisa, ele foi reserva, sem minutos em campo.

Com grande habilidade com ambos os pés, chutes de média e longa distância e velocidade no um contra um, o jovem de 1,85 metros poderia herdar a camisa 10 que foi deixada por Luciano Vietto.

Alex Barsa

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